Documentação

Esta página apresenta informação sobre as normas mencionadas neste site, relevantes para a compreensão dos serviços de dados disponibilizados.

Dados ligados (linked data)
Dados ligados (linked data) são dados na Web num formato standard (por ex. RDF/XML, RDF Turtle), acessíveis a e manipuláveis por ferramentas da Web semântica, que não só fornecem acesso mas também relacionamentos entre dados proporcionado, assim, conjuntos de dados interrelacionados. Os dados podem ser originariamente produzidos com tecnologias da web semântica (por ex., RDF, OWL, SKOS, etc.) ou ser convertidos a partir de bases de dados existentes. Os dados ligados permitem, assim, aceder e reutilizar dados de várias fontes simultaneamente, combinando-os sem que tenha que haver um esquema de dados único. São requisitos básicos dos dados ligados a utilização de URIs para nomear conceitos e objetos, de URIs HTTP para lhes aceder, a disponibilização em RDF de metadados úteis sobre os mesmos, e a inclusão de ligações para outros URIs relacionados, de forma a enriquecer os dados e a aumentar o seu potencial de descoberta.
Para uma introdução ao tema e informação sobre os standards relacionados com implementação de dados ligados, consultar o W3C, aqui.
Para os conjuntos de dados ligados fornecidos pela BNP, consultar a documentação sobre os conjuntos de dados TEL e Modelo de dados ligados TEL.

Dublin Core
Forma abreviada por que é conhecido o esquema de metadados Dublin Core Metadata Element Set (DCMES), também referido como DC.
O esquema DC foi desenvolvido pela Dublin Core Metadata Initiative (DCMI) a partir de 1995, com o objetivo de estabelecer um conjunto essencial de elementos de metadados adequado a uma descrição de recursos simples e genérica, independente de qualquer domínio específico, e que facilite a interoperabilidade. O esquema, constituído por 15 elementos base, atingiu larga implantação como parte do protocolo OAI-PMH, e foi ratificado pela IETF (RFC 5013: 2007), pela ANSI NISO (ANSI / NISO Z39.85-2007) e pela ISO (ISO 15836: 2009).
Agência de manutenção: Dublin Core Metadata Initiative (DCMI).

ISO 2709
ISO 2709 – Informação e documentação – Formato para permuta de informação é o formato comum de troca subjacente a todos os formatos MARC (Machine Readable Cataloging). Trata-se de um formato geral para efeitos de comunicação entre sistemas e não para processamento interno aos mesmos. Consiste numa etiqueta de registo, um diretório, campos de dados e separadores de campo e de registo.
A versão atual é ISO 2709 : 2008, publicada como norma portuguesa NP 2709 : 2009 e também disponível em Normas portuguesas de documentação e informação. Lisboa: BNP; IPQ, 2010, pp. 275-282.

MARCXchange
MARCXchange é o nome abreviado por que é conhecida a norma ISO 25577:2013 - Information and documentation – MarcXchange. A norma especifica os requisitos de um formato geral, em XML, para permuta de registos bibliográficos e outros tipos de metadados. Constitui uma alternativa em XML à norma ISO 2709, de forma que pode representar qualquer formato baseado na ISO 2709.
A norma está acessível aqui. Uma versão draft do texto da norma está disponível aqui.

MODS
Metadata Object Description Schema (MODS) é um esquema para um conjunto de elementos de dados bibliográficos utilizado para vários fins, em particular para aplicações de biblioteca. Estabelecido pela Library of Congress em 2002, MODS é um esquema XML destinado quer a conter dados selecionados de registos MARC existentes quer a possibilitar a criação de registos originais de descrição de recursos. Compreende um subconjunto de campos MARC e utiliza etiquetas textuais em vez de numéricas, nalguns casos reagrupando elementos MARC diferentes. A versão atual é 3.6 (maio de 2015).
Agência de manutenção: Library of Congress, Network Development and MARC Standards Office.

OAI-PMH
OAI-PMH - Open Archives Initiative - Protocol for Metadata Harvesting especifica um mecanismo de recolha de registos de metadados em repositórios. O protocolo oferece uma opção simples para os fornecedores de dados colocarem os seus metadados acessíveis a serviços baseados nas normas abertas http e XML. Os metadados expostos podem ser em qualquer formato acordado numa comunidade, embora assumindo o Dublin Core não qualificado para proporcionar um nível básico de interoperabilidade. O OAI-PMH permite que os metadados recolhidos de diversas fontes possam ser reunidos e que sobre os dados agregados possam ser implementados serviços. A versão atual do OAI-PMH é 2.0 (junho 2002).
Agência de manutenção: Open Archives Initiative.

PURL
PURL - Persistent Uniform Resource Locator é um tipo de endereço web que funciona como identificador permanente face à natureza dinâmica, em constante alteração, da Web. O conceito foi desenvolvido na OCLC nos anos 90. Em vez de resolverem diretamente para os recursos web, os endereços PURL oferecem uma via indireta que permite que os endereços web dos recursos possam ser alterados ao longo do tempo sem afetar negativamente os sistemas que deles dependem. Esta capacidade garante a continuidade das referências para recursos na rede que possam migrar de máquina para máquina por razões de negócio, sociais ou técnicas.
Ver o site oficial.

RDF
RDF - Resource Description Framework é uma linguagem para representar informação sobre recursos na Web, destinada especificamente a representar metadados para serem processados por aplicações. O RDF baseia-se na ideia de identificar coisas usando identificadores web (chamados Uniform Resource Identifiers, ou URIs), e descrever recursos em termos de simples propriedades e respetivos valores, de forma que a informação possa ser trocada entre aplicações sem perda de significado. O RDF compreende um conjunto de especificações desenvolvidas e aprovadas como Recomendações do W3C (World Wide Web Consortium).
Ver as versões atuais das especificações RDF aqui.

RDF Turtle
RDF Turtle (Terse RDF Triple Language), é uma Recomendação do W3C que especifica um representação concreta de grafos RDF na forma de texto, com abreviaturas para padrões e tipos de dados de uso comum.
A especificação está disponível aqui.

RIS
Research Information Systems (RIS) é um formato para referências bibliográficas que permite que os utilizadores capturem essas referências de sistemas de informação bibliográfica (como catálogos de biblioteca, Google Scholar, Web of Science, etc.) e as importem para os seus sistemas pessoais de gestão de referências (como o EndNote, Reference Manager, etc.). O formato consiste num ficheiro de texto com etiquetas normalizadas para identificar os campos.
Ver a especificação completa aqui.

UNIMARC
UNIMARC (designação derivada de Universal MARC) é uma implementação específica da norma ISO 2709, que define os designativos de conteúdo (etiquetas de campos, indicadores e códigos de subcampos) e os valores de conteúdo de campos de dados codificados a usar em registos bibliográficos legíveis por computador e que especificam o formato lógico e físico dos registos. Concebido como formato de transferência, não estipula a implementação da forma, conteúdo e estrutura dos dados no interior de sistemas específicos. Inicialmente desenhado, nos anos 70, como formato de intercâmbio para facilitar a conversão de e para diferentes formatos MARC, o UNIMARC tornou-se também um formato para a produção de registos originais, e desenvolveu-se como um conjunto de especificações para registos de autoridade e existências, para além de registos bibliográficos. As normas UNIMARC desenvolveram-se e são mantidas no âmbito da IFLA - International Federation of Library Associations and Institutions. A manutenção do UNIMARC é assegurada pelo Permanent UNIMARC Committee, no âmbito do IFLA UNIMARC Strategic Programme, coordenado desde 2003 pela Biblioteca Nacional de Portugal.
Ver informação sobre a documentação UNIMARC aqui.
Ver informação sobre a tradução portuguesa das normas UNIMARC / Bibliográfico e UNIMARC / Autoridades aqui.

URN
URN - Uniform Resource Name tem sido usado para se referir tanto a URIs (Uniform Resource Identifiers) que usam o esquema "urn" (RFC2141), e que devem permanecer unívocos e persistentes mesmo que o recurso deixe de existir ou fique indisponível, como a quaisquer outros URI (RFC3986) com as propriedades de um nome. No contexto dos dados BNP, os services URN são usados para recuperar registos por identificadores unívocos como ISBN, número de identificação de registo, número de depósito legal, etc.


Para mais informação ou suporte contacte: OpendataBNP@bnportugal.pt